Desculpem pela demora de posts, mas andei curtindo a vida um pouco. rs
Acho que esse seria um complemento do post: "Por ela acreditar em anjos, eles existiam" pois é algo semelhante.
Todas as vezes que vejo jornal, qualquer um: de TV, de banca, a cabo, news... qualquer um, sem excessões; violência gratuita. Pai estupra filha, filha mata pai e mãe, mãe mata filhos, filhos planejam assassinatos, namorado esfaqueia a namorada... e por aí vai. E então, vendo pessoas se afastando uma das outras nos momentos ruins, me resta a questão "Não se pode confiar em ninguém mesmo?" e fui comentar isso com minha mãe. Mas eu sou 8 ou 80 e ela comentou "Ser humano é um ser vil, traição é algo que está na mente, assim como o sadismo e prazer, seja lá qual ele for".
"A alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo".
No fundo, não se deve confiar em ninguém... mas e nossos pais? Então eu acredito em anjos também. Não consigo imaginar viver sem poder confiar plenamente na minha mãe por ela ser humana e estar no sangue coisas ruins. E menos ainda conhecer outras pessoas: para quê, se todas tem sangue ruim?
Como Augusto dos Anjos escreveu:
"Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"
E relutando contra meus pensamentos... acredito em anjos. Em coisas puras, surreais. Porque eu não vejo muita razão em viver sabendo que todas mãos são vís, até mesmo a de minha mãe, pois mãe boa não é aquela bonitona que causa inveja nos amigos, é aquela que te salva mesmo quando estamos errados. E por que ela faz isso? Prefiro acreditar que é algo que muitos deixaram de acreditar, um mito: amor.
É apenas um pensamento vago, uma estrela cadente correndo no meu cérebro. Mas mesmo com todos dizendo não, eu direi sim para acreditar que as pessoas tem O.O1% de bondade, em sua raridade.
"Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa qualquer entendimento" ▬ Clarice Lispector.