sábado, fevereiro 25, 2012

A Vida é um Quebra-Cabeça

Olá queridos internautas.

Vocês já devem ter visto o filme "Avatar", sim, aquele que existe um mundo chamando "Pandora" e há alienígenas de três metros de altura na coloração azul! Ah esse filme é um exemplo de como nossa vida não é nenhum momento se quer, minúscula.
Há vários outros filmes que mostram isso, como um treixo do filme "O Curioso Caso de Benjamin Button". Enfim, deixe-me dar prosseguimento ao que conecta os dois filmes.

Tudo isso foi lembrando hoje do dia 11 de Setembro (e que me vem outro filme em mente, "Lembranças"), de como algo marcante em escala mundial você sempre vai lembrar de todos os detalhes. Estava comentando que, naquele dia, eu havia matado aula para assistir à um episódio decisivo de Sailor Moon que passava sempre pelas manhãs na TV Record, e eu estudava pela manhã... Então, volta e meia eu assistia em algum canto. Enfim. O que quero dizer é que cada um naquele dia foi diretamente ou indiretamente afetado pelo 11 de Setembro mesmo nem sendo norte americano. Eu, por exemplo, assistia Sailor Moon e então o canal foi interrompido para mostrar o ocorrido ao vivo. E, como se não bastasse, todos os canais mudaram junto! Se eu não tivesse faltado, além de ter perdido Sailor Moon, ficaria afetada de uma forma ou de outra quando retornasse da escola. Bem, isso não tem muito haver com o que comecei, mas foi o pensamento.

Começa a fazer sentido quando você pensa no filme "Lembranças". O protagonista nunca foi ao trabalho de seu pai, no World Trade Center (uma das duas torres que foi atingida), e justamente no dia em que ele resolve ir, o ataque ocorre. Quem deveria estar lá? O Pai dele. Mas não estava. Você percebe o que quero dizer? Pequenas coisas mudam definitivamente nossas vidas. Um atraso, uma antecipação, uma mudança na rotina. Assim como você pode fazer a diferença por você, você pode fazer a diferença, sem querer, na vida de alguém.
No caso de "Avatar" tudo é conectado... As plantas, as "pessoas" ... Tudo se encaixa de uma maneira ou de outra, assim como "Eywa" (a natureza deles) responde o chamado do rapaz (Jake Sully) e os animais do planeta vão ao ataque aos invasores.

E por último e óbivio, "O Curioso Caso de Benjamin Button", na parte em que a mulher que Benjamin gosta (que eu por acaso esqueci o nome rs) é atropelada e não pode mais dançar balé. Ele conta minunciosamente os detalhes dos quais um poderia ter mudado para que ela não fosse atropelada, ou qualquer coisa do gênero, tudo para mudar o que aconteceu. Mas aconteceu da maneira que deveria.

Bem, resumindo tudo o que eu disse: cada coisa que fazemos gera o nosso destino. Você decidir ir mais tarde, ir com outra roupa, seguir outro caminho, terminar uma amizade ou relacionamento, mudar o visual, mudar de humor, ver o destino... Tudo está de acordo com o que é para ser. Então não pense um minuto se quer que não fez ou faz a diferença na vida de alguém. Você pode fazer, para o bem ou para o mal, e muito. E tudo isso porque eu pensei "Eu queria fazer parte de algo grandioso" e já estou fazendo! A vida é algo grandioso, o que fazemos dela depende apenas de nós. E mais ninguém. Certas coisas que acontecem ou aconteceram na nossa vida podem ou não ter sido por nossas escolhas, mas depende apenas de si mesmo alterar isso ou continuar a deixar da maneira que está.

Pois de um modo ou de outro, você está participando de algo grandioso. Pode não parecer para você, mas para alguém será. Mesmo que esse alguém nem saiba seu nome.

quarta-feira, setembro 28, 2011

Do cavalheiro, só sobrou o cavalo.

As pessoas adoram a reclamar, porém se olhar no espelho que é bom... nada.

Acho que espelho hoje em dia só é usado pra ajeitar o cabelo, ver se está gordom dar um "tapa" na maquiagem e por aí vai.

Porque coisas internas ninguém enxerga mais.

Todos os dias, vejo as pessoas olhando o próprio umbigo, reclamando da corrupção no Planalto, no mal atendimento de tal lugar, disso e de aquilo. Mas aí eu pego um ônibus lotado num domingo a noite e não vejo ninguém levantar para uma grávida, um senhor ou senhora e por aí vai. Vejo porradaria nos trens e metros, reclamando das pessoas que andam nessas conduções, ultra lotadas, com crianças de colo, grávidas, ou terceira idade, que tem assentos especiais.

E ai me pergunto: os políticos estão realmente errados?

Porque regra básica nenhum brasileiro quer seguir, nenhum guarda de estação de trem quer encrenca, então deixa como está. Que diferença vai fazer?
A diferença só aparece quando já está grande, amores.

Efeito Borboleta.

É tipo o Efeito Borboleta, começa com uma coisa pequena e no fim vira um desastre. Imaginemos o movimento da placa tectônica. Em relação a Terra, o movimento é minúsculo. Em relação a nós, humanos, é um movimento estrondoso, porém quase sempre imperceptível. Quando é grande, causa alguns danos, tirando as Tsunamis.
O que acontece no Brasil é isso: começa com a má educação, passa com a indiferença, falta de respeito e quando chega lá em Brasília, a população quer reclamar. Reclamar do que, se nós mesmos não respeitamos as regras?

É duro o problema de adubo, ainda não saímos de lá!

segunda-feira, setembro 26, 2011

O Sistema Falho ou o Bullying?

Olá, internautas!
Será mesmo o fim dos tempos?

Menino de 10 anos atira em professora e, em seguida, se mata.

Achei esse ocorrido interessante pela idade da criança e pela agilidade do qual ocorreu o ato.
Esta semana um menino de 10 anos atira contra a professora e se mata em seguida, tendo o estranho respeito de matar-se fora da vista dos colegas. Por que?

Muitos negam que ele sofria bullying, outros culpam os pais e por aí vai. Mas realmente há apenas UM culpado? Um único culpado?
"Se ele sofria bullying, por que não atirou nas outras crianças?"
"Ele deve ser perturbado mentalmente"
"Nunca deveria ter nascido"

E por aí vai os comentários absurdos que encontrei pela internet. Aprofundei-me em tais pensamentos, como uma criança de 10 anos... a maioria destas questões têm resposta e não há um culpado certo ou apenas um único culpado.

"Se ele realmente sofria bullying, por que não atirou nas outras crianças?"
Resposta: parece que você era a criança que causa o bullying. Quando eu tinha 10 anos, zuavam-me na escola por uma cicatriz imensa que tenho no braço, uma cirurgia. E comentava isso com minha mãe. Ela dizia que eram crianças sem pensamento vago, mimadas e por aí vai. Relatei também de quando cortaram meu cabelo e tudo mais, e ela dizia que era inveja por eu ter o cabelo liso e longo.
Quando a gente é criança, chama o professor de tio e tia... o que te familiariza com o docente. Acontece que na mente do docente isso é comum, mas não o torna íntimo da criança. Acontece que na mente da criança, o "tio"/"tia" tem o dever de protegê-la, chamá-la atenção quando estiver errada...
Se as outras crianças são assim, por que o "tio/tia" também é? Por que ele me ignora enquanto meu pai e minha mãe não?
E acredito que foi exatamente isso que levou ele a atirar na professora e não nas crianças.

E por que não agir com a mesma violência com o pai e a mãe? Ambos trabalham, não há tempo de a criança reagir com eles, apenas ignorar, agir como se nada acontecesse, enquanto pensava somente no "Por quê" da tia ignorá-lo.

"Ele devia ser perturbado mentalmente"
Ah sim, o bullying faz a pesssoa ficar realmente perturbada mentalmente. Isso é verídico.

Mas a questão principal para mim é: por que ele teve o mínimo de consideração pelos colegas em matar-se no corredor?
Será mesmo que foi consideração?
Ou ele se sentia tão humilhado que não valia a pena mostrar sua fraqueza na frente dos coleguinhas?

Culpados.


Acho que o maior culpado é o sistema.
Quando eu estava na 1º série, tinha uma menina com síndrome de down na minha turma. O colégio era particular e ninguém falava com ela. Mas eu falava. O sistema impõe a crianças com necessidades especiais a conviverem com crianças comuns.
Acontece que crianças comuns não querem conviver com crianças diferentes. Vêem o diferente como engraçado, estranho, bizarro, porque é isso que o sistema mostra. Basta dar uma olhada nos programas de comédia disponibilizados pelas massas globais: Zorra Total, Os Caras de Pau, Pânico na TV, Turma do Didi e por aí vai...

Dessecando: Zorra total mostra, em seu quadro principal, que a zuadora é a "fodinha" do programa, da qual os bordões ficam na boca do povo.
Os Caras de Pau são dois amigos que sempre põe um na furada para salvar a própria pele.
Pânico na TV zoa com os analfabetas, pobres e por aí vai. Até que eles zoam consigo mesmo também e fica tudo certo.
Turma do Didi está sempre chamando os colegas de mongois e retardados, uma vez que estes se atrapalham em afazeres simples.

Tirando as novelas que são Escolas de Mal Exemplo para crianças (hoje em dia quase nada é mais separado por horário).

Enfim.
Acham mesmo que o culpado é o pai, por ser Guarda Municipal e ter uma arma particular?
Acham mesmo que o culpado são os coleguinhas caçoadores?
A professora ausente?
Os pais ausentes?

Só pra constar: não foi provado, propriamente, que ele sofria bullying, enquando em algumas redes cogitasse um coleguinha falando que ele, David Mota Nogueira, o menino de 10 anos, era manco e caçoavam dele por isso.

Enquanto isso o pai é processado e tudo mais...

Nós somos tão baba-ovos dos Estados Unidos e semelhantes que até em acidentes chocantes estamos nos igualando...

terça-feira, maio 24, 2011

Eu, robô.

Uma excelente noite, queridos internautas.
Creio que não seja apenas eu ter notado isso, mas o ser humano, a cada dia que passa, é menos humano e mais máquina.

Por educação, que me foi dada depois de grande, sempre entro em onibus, lotadas, vans dando bom-dia, boa-tarde, boa-noite... enfim, cumprimento de uma forma ou de outra. E, na grande maioria, as pessoas me olham como se eu fosse uma turista, ou um ser de outro mundo. E reparo que não é de vez enquando, é sempre.

Também há outra maneira de se notar isso: não vejo mais uma criança se quer sem um celular ou aparelho eletrônico no bolso. Na minha infância, que não faz tanto tempo, criança com celular era coisa de rico. Hoje em dia, é como um brinco, uma pulseira...
Não vivem sem Lan House, orkut todos tem e tudo mais... Se resumisse até aí, estaria tudo ótimo, mas o que um ser humano comum tem que um robô não tem? Sentimentos.

Atualmente, estamos entrando no mal do conformismo, da frieza e antipatia, amargura e, embora eu acredite que ainda exista, na minha faixa etária ninguém curte mais uma 'fossa', na verdade, creio que muitos não saibam o significado disso.
A "tecla foda-se" virou um vício, e não uma opção. Tudo bem, até eu ligo ela na maioria das vezes, mas então, num lugar apenas meu, eu desabo. Sim, desabo por minha frieza e exagerada sensatez. Desabo por ser difícil para mim manter-se sã num mundo feito para loucos e sociopatas. Desabo por saber que é raridade alguém admitir emocionar-se com algo simples como a morte de uma borboleta ou uma declaração de amor, nem que seja à natureza.

Sei que estou lutando contra a maré, mas vale a pena, por mais que canse, por mais que vá machucar, não quero continuar sendo apenas um robô. Mas se este for meu destino, que eu me torne algo próximo do menino de "A.I. - Inteligência Artificial".
Valerá a pena quando eu for me emocionar com os fogos de artifício de fim de ano, quando alguém me enviar uma carta ao invés de um email, quando eu salvar algum animalzinho na rua e principalmente quando eu realizar algum grande sonho.

Chorar com orgulho, amar sem medo, desejar sem luxúria, confiar sem cobrar, alegrar-se sem arrepender-se, dizer com cuidado coisas que você ouviria com atenção...

domingo, maio 22, 2011

Ser humano, ser carente.

Olá, queridos telespec! É tão estranho falar de nós como se eu fosse uma alienígena, talvez eu tenha me tornado.

Hoje estava conversando sobre a natureza humana com um amigo meu, que também já nem gosta desses papos de retardado. Ele é o único homem que fala da natureza masculina sem dó nem piedade, assim como eu falo da natureza feminina sem dó nem piedade e chegamos uma única conclusão: somos seres carentes, ambos os sexos.

Ele não acredita em amor, apenas no prazer da carne e o prazer mental. Me contou sobre um relacionamento que teve onde não existia prazer da carne, apenas o mental. Ele gostava da menina, mas a traia, sim, a traia pois esta não o satisfazia, na verdade, nem deixava tocar nele. E eu perguntei "Por que não terminou logo? Prazer podemos encontrar em qualquer esquina." e ele disse "Porque eu não queria perder a amizade, embora a amasse como amiga."
Não, não vi isso como fofura, e sim como realidade.

A realidade é que temos muito mais amor dos nossos amigos do que daqueles à quem realmente procuramos amor. Mas amor no sentido de carinho, afeto, proximidade. Se não encontramos isso em um relacionamento, o procuramos onde? Numa amizade.

No fim das contas, ele terminou com a garota sim, mas apenas porque o carinho terminou, não por não suportar não traí-la. Vai ver, no fim das contas é isso: somos ruins de cama ou o cara é insasciável mesmo. Acredito mais na primeira teoria. Não que sejamos ruins sempre, mas há pessoas que gostam de novidade, que não gostam da mesmice ou simplesmente não aguentam a mesma carne amaciada por tanto tempo.

Então, queridos amigos, o ser humano é um ser carente, embora nunca vá assumir. E normalmente é isso mesmo, o rapaz que trai é aquele que não supre todas as necessidades com a menina... a menos que ele curta ser um "Maria-vai-com-as-outras" e por aí vai. Mas isso é outro assunto, de outro post, de outra lembrança.

A conclusão? Bem, a conclusão é que num mundo sincero, haveriam mais tristes do que felizes. Não gosto de ser tachada de nada, mas convenhamos: a base de tudo vem da carência não suprida, a carência em excesso, falta dela ou uma carência oculta.
No fundo, no fundo, gostamos mais de nos enganar do que enganar os outros.
Conselho? Não sou chegada a traições, mas se desejar mais a carne do que o carinho, fique livre e seja feliz, do que alimentar as esperanças de alguém em algo que não existe.
É mais racional e sensível.