terça-feira, julho 20, 2010

Mundos Paralelos

Tantos dias sem postar! Passei quatro dias sem internet e os outros dias eu estava reajustando minhas coisas na net para vir postar aqui depois.

Estive lendo uns livros enquanto estava sem internet e chovia muito para eu sair de casa e também contando os meses para o picnic vitoriano e tals.

E também estive na Escola Nacional de Circo, vendo a prova da minha irmã e de alguns outros. Algumas coisas me encataram, outras não... A apresentação da minha irmã foi uma das coisas que me encantou por lá. Ela fez báscula e estava linda, exuberante e, mesmo tão pequena (ela é menor do que eu), parecia tão majestosa. Teve outra apresentação que também me encantou, foi de um garoto de parada de mão, que depois teve um pouco de teatro com parada de mão.
Teve um divertido teatrinho sobre patins... e também teve um garoto fazendo faixa (semelhante ao tecido, porém completamente solto) que foi um show.
Mas o que me hipnotizou foi um tal de Betânia (Rafael): ele se apresentou sem camisa, com uma calça preta justa, sob o som de Apocaliptica, com movimentos rápidos e precisos, que davam um belo efeito ao seu longo cabelo castanho escuro. Ah... foi incrivelmente encantador, sem falar em sua beleza fascinante.

Fiquei um pouco por lá depois da apresentação, conhecendo o povo, seu mundo, suas piadas e brincadeiras. E, esse tempo fora, me fez ver vários mundos diferentes, o que também chamam de 'tribos'. O mundo que tem mais subdivisões é o do Rock.
Rock antigo, indie, hardcore, metal, trash, punk, gótico, new... NOSSA! São tantos submundos que fica difícil ficar em um só. E eu adoro isso: viagem de planos.
Vou falar um pouco, em ordem de aparição em minha vida, sobre alguns desses mundinhos que eu tive a oportunidade de conhecer:
O mundo dos Animes: é um mundo com submundos também, mas nunca me aprofundei neles. É um dos mundos onde mais me sinto a vontade, pelas roupas que gosto de usar. Não tenho muito a falar sobre ele, andei me afastando bastante pois ele me enjoou, tantas indas e vindas...

O mundo do Rock: é o mais vasto dos mundos que eu já pude entrar. E eu já participei de quase todos os seus 'submundos'. Já entrei no new metal, que é o primeiro que a maioria entra e então segue o caminho do hard ou do punk, apesar de que um se originou do outro. Eu não segui para nenhum dos dois, mas fui analisando um pouco de todos. Já gostei da aparência do punk enquanto ouvia metal e um pouco de new... e então entrei um pouco no j-rock (claro, rock não fica apenas no inglês nem português). O que mais estou me aprofundando é no gótico. Gótico-eletrô... e estou conhecendo o Steam Punk, uma variedade nova pelo Brasil.

O mundo das Lolitas: é um mundo fofo, porém CARO. Não é algo que eu vá sempre... mas é legal, as pessoas tem cultura, estilo e até saber.

Há outros mundinhos... mas esses são os que eu prefiro comentar. Tem também a realidade: o funk. Algo tão xulo, tão desagradável e nojento que não vou perder muito tempo falando sobre isto por aqui. Também há o universo homossexual, mas este é para outro post, outra hora.

Mas o que quero mostrar é: existem vários mundos, várias tribos e se prender a uma por um tempo é bom, você se firma, faz amizades e sempre terá um refugiu (apesar de termos nosso próprio mundo), mas o bom mesmo é viajar entre eles, e então aí sim você se conhece, cada sabor, cada pedacinho de mundo para construir o seu próprio, isso sim é bom. Uma coletânea de sabedoria e cultura, misturada com sentimento, beleza. Porque o importante é viver. Escolha como viver: intensamente ou lentamente, aquela que te deixar feliz, alegre, é a escolha certa.

segunda-feira, julho 12, 2010

"Por ela acreditar em anjos, eles existiam"

Tomo muito cuidado com as coisas que falo, pois acredito nelas e, por eu acreditar nelas, se tornam reais. Esse fim de semana eu vi algo lindo terminar da noite para o dia e então me veio lembranças...

Me lembro de uma conversa de Lola* e Say*:
"E se um dia eu te deixar?" disse uma delas, e a outra respondeu: "Então corte os meus pulsos, pois eu não vou te soltar". Não lembro se foi exatamente essas palavras, nem quem falou o quê, pois essa história aconteceu há uns anos, mas lembro que foi real enquanto as duas acreditavam nisso. Duas amazonas que cumpriram sua palavra até o fim (talvez seja por isso que até hoje são companheiras distantes).

Me lembro quando fui 'madre' e avisei das consequências para o amor entre irmãos e ambos disseram em uníssono: "vamos enfrentar tudo e a todos", mas quando um deixa de acreditar na própria palavra, ela se torna pior que o vazio. Apenas não sei dizer quem perdeu a fé.

E então me lembro de Lola* e seu anjo. "As palavras... elas só duraram enquanto ele quis. Corrompi meus votos e, tão asqueroso quanto a traição, mergulhamos na escuridão e desistimos de nós mesmos" dizia Lola* para mim. Embora eu sorrisse para ela, a cigana estava cega com as memórias.
E com o Halloween no Natal, o Ano Novo chegou e tudo acabou (tudo, será?).
Atualmente, Lola* vive um 'dark cabaret' e seu anjo, se é que ainda é um, perdeu sua luz e vive da maneira que deseja viver entre humanos.
Como o título diz, enquanto você acreditar, isso existirá. Então, meus queridos, não percam a fé nas próprias palavras, em si mesmo. O que resta é só consequência.
E para a minha flor esculpida por anjos e moldada por demônios, acredite sempre em algo quando tudo lhe esmagar, é isso que vai te manter e levantar depois do fim.

Obs: os nomes com asterísticos são fictícios, mas suas histórias não. rs

terça-feira, julho 06, 2010

Um monstro chamado Fama.

Estava vendo 'Homem Aranha 2' e lembrei um pouco da história do 'Homem Aranha 3'. É estranho como a 'fama' ou 'popularidade'muda as pessoas. Conheço pessoas que mudaram drasticamente depois da popularidade, eu sou uma delas, talvez. E é aí que entra alguém que eu não gosto muito: Lady Gaga. Eu a vejo como uma sátira da fama. Ela mostra a verdade sobre isso: é um monstro (Álbum The Fame Monster), acho que foi por isso que passei a ter um sentimento de gosto e desgosto por ela.
Na música 'Paparazzi" é bem nítida de como ela viu que as pessoas não a amam sempre só porque você é famoso, acredito que ela viu isso logo no início.
Mas a música que me fez reparar nela foi 'Bad Romance' pelo fato de eu ter vivo um e este gostar da cantora. Embora eu tenha reparado nisso antes do fim, não foi o suficiente. Acho que qualquer coisa que envolve os sentimentos fica mais complexo e cego, essa é minha teoria.
Mas o que tem Lady Gaga, 'Homem Aranha 3' e eu em comum? A explicação é simples: popularidade. Lady Gaga eu já expliquei; o fato do 'Homem Aranha 3' é que, no momento em que ele recebe a chave da cidade, sendo envolvido no esctase da festa e, encarnando o 'herói' do momento, Peter trai Mary Jane com a loirinha filha do comandante e não acha isso errado, ele só percebe a merda depois de feita. Isso não se limita apenas a ficção, infelizmente, e precisei vivenciar isso para notar que a 'magia' existe em poucos e não é só porque você a compartilha com alguém que quer dizer que a 'magia' também estará nela.
Enfim, se você tem essa 'magia', esse dom que em um posteu não conseguiria explicar, guarde-o com todas as suas forças e jamais o deixei morrer, pois então você se torna mais um alguém sem um rumo específico, duradouro, não vê um futuro longo.
Só para finalizar, nunca traia os seus princípios, eles são seus únicos companheiros para a vida.
Fica a dica. Teorias a parte, opiniões divididas. Beijos e se forem me ligar, liga para o celular. bgs

sexta-feira, julho 02, 2010

Corpo e Alma.

Desde que assumi minha bissexualidade há uns tempos, sempre alguém vem tirar dúvidas comigo sobre a mesma coisa: sou lésbica? Sou gay? Seus pais sabem? Às vezes, até um "Você tem muita coragem".

Este post será dedicado a minha amiga Lady C*. Não vou revelar o nome e panz, mas ela saberá que é pra ela.
Desde pequena, ouvimos que certo é mulher com homem e vice-versa e que qualquer coisa diferente é 'estranho', errado. Bem, vamos lá. Há aquelas que tem apenas curiosidade, como foi o meu caso, e descobrem aos poucos que há mais entre o céu e terra do que nós podemos imaginar, sentir ou ver. A partir da minha curiosidade felina, pude analisar bem mais o mundo pelo meus próprios olhos. Acredito que, para alguém chegar em tal dúvida, é porque o coraçãozinho bate mais forte por alguém do mesmo sexo. Caso não seja isso, é curiosidade apenas... ou até mesmo o fato de você não se sentir a vontade com pessoas do sexo oposto e começar a analisar as coisas.
História a parte: Lola* estava namorando há um certo tempo quando começou a amar Say*. A princípio, ela não sabia se amava ou não, embora seus sentimentos dissessem que sim. Lola demorou meses para perceber que amava Say tanto ou até mais do que seu namorado e quando percebeu, era tarde: Say havia saído de sua vida. Perdeu um grande amor e uma grande amiga.
O tempo passou, o namoro acabou e Say e Lola voltaram a ser amigas, apenas amigas mesmo.
O que quero mostrar é: não importa muito sua sexualidade, o importante é o sentimento. Lola demorou a perceber que amava Say pois já estava amando seu namorado e não tinha certeza de nada, pois ninguém estava lá para ajudá-la! Se você tem fé, o mínimo possível, dê valor a ela: é a sua fé, independente no que ela for, que irá te levar longe! Lola continuou seu relacionamento até o fim, até acabar a fé. Mas sua fé em Say nunca morreu, apenas a escondeu e hoje são grandes amigas.

Se você ama alguém e está só, se ama mesmo, lute por isso. Se você realmente gosta de alguém, pode ser até como um amigo, lute por isso. Valorize cada coisa da sua vida, até mesmo os momentos ruins. No fim, todos morreremos, mas o importante é no que acreditamos, naquilo que sentimentos e principalmente com quem queremos compartilhar.

Pandora, bissexual aos 17 anos e muito feliz com sua opção.

Obs: os nomes com asterísticos são fictícios. Certas histórias não tem graça se revelada toda a verdade. rs