Olá, queridos telespec! É tão estranho falar de nós como se eu fosse uma alienígena, talvez eu tenha me tornado.
Hoje estava conversando sobre a natureza humana com um amigo meu, que também já nem gosta desses papos de retardado. Ele é o único homem que fala da natureza masculina sem dó nem piedade, assim como eu falo da natureza feminina sem dó nem piedade e chegamos uma única conclusão: somos seres carentes, ambos os sexos.
Ele não acredita em amor, apenas no prazer da carne e o prazer mental. Me contou sobre um relacionamento que teve onde não existia prazer da carne, apenas o mental. Ele gostava da menina, mas a traia, sim, a traia pois esta não o satisfazia, na verdade, nem deixava tocar nele. E eu perguntei "Por que não terminou logo? Prazer podemos encontrar em qualquer esquina." e ele disse "Porque eu não queria perder a amizade, embora a amasse como amiga."
Não, não vi isso como fofura, e sim como realidade.
A realidade é que temos muito mais amor dos nossos amigos do que daqueles à quem realmente procuramos amor. Mas amor no sentido de carinho, afeto, proximidade. Se não encontramos isso em um relacionamento, o procuramos onde? Numa amizade.
No fim das contas, ele terminou com a garota sim, mas apenas porque o carinho terminou, não por não suportar não traí-la. Vai ver, no fim das contas é isso: somos ruins de cama ou o cara é insasciável mesmo. Acredito mais na primeira teoria. Não que sejamos ruins sempre, mas há pessoas que gostam de novidade, que não gostam da mesmice ou simplesmente não aguentam a mesma carne amaciada por tanto tempo.
Então, queridos amigos, o ser humano é um ser carente, embora nunca vá assumir. E normalmente é isso mesmo, o rapaz que trai é aquele que não supre todas as necessidades com a menina... a menos que ele curta ser um "Maria-vai-com-as-outras" e por aí vai. Mas isso é outro assunto, de outro post, de outra lembrança.
A conclusão? Bem, a conclusão é que num mundo sincero, haveriam mais tristes do que felizes. Não gosto de ser tachada de nada, mas convenhamos: a base de tudo vem da carência não suprida, a carência em excesso, falta dela ou uma carência oculta.
No fundo, no fundo, gostamos mais de nos enganar do que enganar os outros.
Conselho? Não sou chegada a traições, mas se desejar mais a carne do que o carinho, fique livre e seja feliz, do que alimentar as esperanças de alguém em algo que não existe.
É mais racional e sensível.
Carai, concordo plenamente!
ResponderExcluirEu admito isso, sou mó carente de carinho mesmo, até meu gato eu fico agarrando só pra me sentir melhor.
Se todos admitissem suas carências, as relações seriam melhores, seja com amigos, parentes, namorados (as) ou qualquer outra pessoa.