Desde que assumi minha bissexualidade há uns tempos, sempre alguém vem tirar dúvidas comigo sobre a mesma coisa: sou lésbica? Sou gay? Seus pais sabem? Às vezes, até um "Você tem muita coragem".
Este post será dedicado a minha amiga Lady C*. Não vou revelar o nome e panz, mas ela saberá que é pra ela.
Desde pequena, ouvimos que certo é mulher com homem e vice-versa e que qualquer coisa diferente é 'estranho', errado. Bem, vamos lá. Há aquelas que tem apenas curiosidade, como foi o meu caso, e descobrem aos poucos que há mais entre o céu e terra do que nós podemos imaginar, sentir ou ver. A partir da minha curiosidade felina, pude analisar bem mais o mundo pelo meus próprios olhos. Acredito que, para alguém chegar em tal dúvida, é porque o coraçãozinho bate mais forte por alguém do mesmo sexo. Caso não seja isso, é curiosidade apenas... ou até mesmo o fato de você não se sentir a vontade com pessoas do sexo oposto e começar a analisar as coisas.
História a parte: Lola* estava namorando há um certo tempo quando começou a amar Say*. A princípio, ela não sabia se amava ou não, embora seus sentimentos dissessem que sim. Lola demorou meses para perceber que amava Say tanto ou até mais do que seu namorado e quando percebeu, era tarde: Say havia saído de sua vida. Perdeu um grande amor e uma grande amiga.
O tempo passou, o namoro acabou e Say e Lola voltaram a ser amigas, apenas amigas mesmo.
O que quero mostrar é: não importa muito sua sexualidade, o importante é o sentimento. Lola demorou a perceber que amava Say pois já estava amando seu namorado e não tinha certeza de nada, pois ninguém estava lá para ajudá-la! Se você tem fé, o mínimo possível, dê valor a ela: é a sua fé, independente no que ela for, que irá te levar longe! Lola continuou seu relacionamento até o fim, até acabar a fé. Mas sua fé em Say nunca morreu, apenas a escondeu e hoje são grandes amigas.
Se você ama alguém e está só, se ama mesmo, lute por isso. Se você realmente gosta de alguém, pode ser até como um amigo, lute por isso. Valorize cada coisa da sua vida, até mesmo os momentos ruins. No fim, todos morreremos, mas o importante é no que acreditamos, naquilo que sentimentos e principalmente com quem queremos compartilhar.
Pandora, bissexual aos 17 anos e muito feliz com sua opção.
Obs: os nomes com asterísticos são fictícios. Certas histórias não tem graça se revelada toda a verdade. rs
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